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STF amplia proteção da Lei Maria da Penha

Decisão garante medidas protetivas para mulheres vítimas de violência de gênero fora do ambiente doméstico.

Autor
Por Redação MQ
STF amplia proteção da Lei Maria da Penha
Reprodução/Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para ampliar o alcance das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha. Pelo novo entendimento, a proteção também será garantida a mulheres vítimas de violência de gênero fora do contexto doméstico, familiar ou de relacionamento afetivo. A decisão representa um marco na proteção dos direitos das mulheres. A partir desse entendimento, medidas protetivas poderão ser concedidas em casos de assédio, perseguição (stalking), sequestro, ameaças e outras formas de violência motivadas pelo gênero da vítima, mesmo quando não houver qualquer vínculo familiar ou afetivo com o agressor. Os ministros também decidiram que o juiz que receber um pedido de medida protetiva deverá analisá-lo imediatamente, ainda que não atue em um juizado especializado em violência doméstica, garantindo maior rapidez na resposta do Poder Judiciário. Outro ponto definido pela maioria é que os pedidos de medidas protetivas relacionados à violência política de gênero deverão ser apreciados pela Justiça Eleitoral. O julgamento tem origem em um recurso apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) contra decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que negou proteção a uma mulher ameaçada por um vizinho sob o argumento de que não existia relação doméstica, familiar ou afetiva entre as partes. Para o Ministério Público de Minas Gerais, restringir a aplicação da Lei Maria da Penha apenas aos casos envolvendo convivência doméstica viola compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. O relator do processo, ministro Edson Fachin, defendeu que a proteção prevista na Lei Maria da Penha deve alcançar toda mulher vítima de violência motivada pelo gênero, independentemente da existência de relação íntima com o agressor.

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