A Polícia Civil do Estado da Bahia deflagrou nesta segunda-feira uma operação policial voltada a desarticular um grupo investigado por adquirir e comercializar ilegalmente armas de fogo. De acordo com a corporação, a investigação aponta que a estrutura criminosa utilizava documentos fraudulentos para burlar sistemas e obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador.

A obtenção indevida dos registros servia para viabilizar a aquisição formal de armamentos que, posteriormente, eram desviados e vendidos para integrantes de organizações criminosas. As apurações indicam que o esquema contava com uma divisão de tarefas bem estruturada entre os investigados, abrangendo etapas de aquisição, circulação e venda clandestina dos produtos.

A Operação Mercador cumpre ordens judiciais de prisão e vinte e cinco mandados de busca e apreensão em quatro estados da federação. Na Bahia, as diligências policiais ocorrem nos municípios de Salvador e Lauro de Freitas. No estado do Rio de Janeiro, os alvos estão situados na capital fluminense e no município de Niterói.

No Ceará, a ação policial mobiliza equipes nas cidades de Fortaleza e Icapuí. Já no Rio Grande do Sul, as ordens judiciais são cumpridas no município de Santa Maria. O desdobramento busca apreender novos elementos de prova e desarticular a rede de apoio logístico da organização.

As investigações também identificaram indícios de práticas de lavagem de capitais associadas à movimentação financeira gerada pela atividade criminosa. Segundo a polícia, parte expressiva das armas comercializadas clandestinamente pelo grupo tinha como destino facções envolvidas com o tráfico de drogas e outros delitos graves.

A corporação informou que armamentos relacionados ao esquema investigado foram encontrados e apreendidos em poder de criminosos durante ações anteriores. A operação é conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos, com o suporte de diversos departamentos de inteligência e repressão policial.