O Ministério da Fazenda assinou na sexta-feira uma portaria que prorroga por mais trinta dias a subvenção do governo de R$ 2,12 por litro de óleo diesel. A decisão foi justificada pela persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis no mercado global. A prorrogação ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições, momento em que o benefício perderia a validade original.
Desde maio, a gestão federal adotou medidas para conter oscilações no setor energético provocadas pela alta do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio. Naquele período, o Executivo garantiu um abatimento inicial de R$ 1,12 dos cofres públicos por litro do combustível comercializado. Em 15 de setembro, a subvenção passou por um reajuste de mais R$ 1, atingindo o patamar atual.
O impasse diplomático envolvendo resoluções entre o Irã e os Estados Unidos impulsionou o barril do tipo Brent a superar a marca de cem dólares nos últimos dias. O Brasil depende externamente de parte do suprimento, importando cerca de vinte e cinco por cento de todo o diesel consumido internamente. O mecanismo de subsídio permite que refinarias apliquem descontos na comercialização e recebam o ressarcimento posterior do governo federal.
Com o funcionamento do programa, a Petrobras realiza aumentos nas tabelas de preços, mas o impacto do reajuste não é repassado diretamente às refinarias e aos consumidores finais. Dados da estatal indicam que a participação em programas de subvenção para diesel, gasolina e gás de cozinha já totalizou uma movimentação financeira de R$ 9,9 bilhões devido às variações internacionais.






