O governo federal anunciou uma nova rodada do programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas, batizada de Desenrola 3.0. A iniciativa foi divulgada nesta sexta-feira e tem como foco contemplar débitos de até R$ 10 mil acumulados em cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, além de crédito pessoal sem consignação em folha.
A terceira etapa do programa prevê a aquisição e a reestruturação, por parte da União, de dívidas que apresentem atraso compreendido entre dois e cinco anos. A estimativa oficial do Ministério da Fazenda aponta que a modalidade totalize R$ 300 bilhões, com a meta de alcançar metade desse montante, o equivalente a R$ 150 bilhões.
Para viabilizar a operação, a proposta consiste na compra das carteiras de crédito das instituições financeiras com um deságio de 90 por cento. Dessa forma, a projeção do governo é desembolsar R$ 150 bilhões para adquirir o volume correspondente a R$ 300 bilhões em dívidas acumuladas pelos consumidores.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou a relevância da medida para a economia das famílias brasileiras. Conforme avaliou o ministro, a iniciativa possui alto potencial para permitir que os cidadãos afetados pelo endividamento possam reorganizar suas finanças e reiniciar suas trajetórias econômicas.
A execução da proposta prevê a realização de um leilão no mês de novembro para a aquisição das carteiras de crédito. O procedimento será conduzido pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal, com a participação de bancos interessados em vender os ativos sob critérios competitivos.
Diferentemente das edições anteriores do programa, o Desenrola 3.0 trará uma mudança operacional significativa para o consumidor. Nesta nova fase, os devedores não precisarão realizar negociações individuais diretamente com os bancos, uma vez que a estruturação será centralizada pelo poder público.






