Ondas de terremotos em 2026: o que dizem os dados?
Entenda a frequência de abalos sísmicos globais e o risco para o Brasil.
Reprodução/Divulgação
O ano de 2026 tem sido marcado por uma série de terremotos em diversas partes do mundo, gerando preocupação. No entanto, dados científicos indicam que a frequência desses eventos, incluindo os de grande magnitude, está dentro da variação normal observada ao longo de décadas.
A percepção de um aumento pode ser influenciada pela memória coletiva, que tende a focar em eventos recentes, e pelo crescimento da rede de sensores que monitoram os tremores. Grandes abalos foram registrados em locais como a Indonésia, com magnitude 7,7, e a Espanha, com 5,0.
A magnitude de um terremoto, medida pela energia liberada, explica as diferentes consequências observadas. Enquanto o evento na Indonésia causou mortes e desalojados, o da Espanha resultou em danos menores.
Ao longo de 2026, já foram contabilizados 11 terremotos de magnitude 7 ou superior. Essa quantidade está próxima da média anual histórica, que gira em torno de 15 eventos dessa proporção.
O ano de 2010, por exemplo, registrou 23 grandes terremotos, incluindo o devastador evento no Haiti, mas é menos lembrado como um ano atípico. Quanto ao Brasil, o risco de desastres sísmicos é considerado baixo, pois o território se localiza no interior da Placa Sul-Americana.
Contudo, a região Nordeste é a que mais sente os abalos, devido a características geológicas específicas, como a Província Borborema, onde ocorreram os tremores mais fortes já registrados na região.