Desafio do Ajuste Fiscal no Próximo Governo
Partidos do Centrão preferem manter gastos, dificultando reformas necessárias.
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O principal desafio para o próximo governo será o ajuste fiscal. Economistas alertam para a necessidade de medidas profundas e imediatas para reorganizar as contas públicas, que apresentam déficit desde 2014.
A expectativa é que a dor do ajuste, embora intensa, seja passageira, com recuperação econômica posterior. No entanto, a aprovação de um ajuste fiscal significativo no Congresso Nacional enfrenta obstáculos.
A maioria dos parlamentares pertence ao Centrão, grupo que, sem ideologia definida, prioriza interesses fisiológicos. Esses partidos, fora da disputa presidencial, já sinalizam que apoiarão o futuro governo mediante condições que podem onerar o Tesouro Nacional.
Questões como o fim das emendas parlamentares, redução de ministérios, cortes de supersalários, privatização de estatais e a extinção de isenções tributárias, que somam R$ 600 bilhões anuais, são pontos de atrito. A bancada do Norte e Nordeste, assim como empresas beneficiadas por incentivos, como a Zona Franca de Manaus, reagem a possíveis mudanças.
Mesmo com uma provável maioria de direita e centro-direita no próximo Congresso, a aprovação de emendas constitucionais exigirá negociação intensa. A necessidade de reformas como a da Previdência e a Administrativa indica um cenário de trabalho árduo para o presidente eleito.
Empresários cearenses, embora concordem com o diagnóstico da situação fiscal, veem com cautela a possibilidade de recessão em 2027. Eles acreditam que o debate sobre ajuste fiscal e corte de gastos já está em pauta, mas a profundidade e o alcance dessas medidas ainda são incertos.