A Agência Nacional de Energia Elétrica definiu nesta sexta-feira a bandeira verde para o mês de outubro, o que elimina a cobrança adicional na conta de luz após cinco meses consecutivos de vigência da bandeira amarela. Com a mudança anunciada pelo órgão regulador, a taxa extra deixa de incidir sobre o consumo dos brasileiros, trazendo um alívio financeiro para os consumidores de todo o país.

Desde o mês de maio, os consumidores vinham pagando um valor adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Com o retorno da bandeira verde, essa cobrança específica deixa de existir na fatura de energia elétrica.

Em uma residência com consumo mensal de 200 quilowatts-hora, por exemplo, o fim da bandeira amarela representa uma redução imediata de R$ 3,77 apenas por esse componente tarifário. A alteração na cor da bandeira confirma a expectativa de consultorias especializadas do setor elétrico.

Essas entidades já projetavam a volta da bandeira verde em outubro diante da melhora gradual nas condições dos reservatórios das hidrelétricas e da perspectiva de volumes maiores de precipitações durante a primavera. No Subsistema Sudeste e Centro-Oeste, o período seco deste ano apresentou menor intensidade, fazendo com que os reservatórios chegassem à primavera com patamares elevados.

As previsões meteorológicas indicam volumes de afluência acima da média para os próximos meses. Afluência corresponde à quantidade de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas por meio dos rios, desempenhando papel central na geração de energia no país.

Volumes maiores de água ajudam a reduzir a necessidade de acionar fontes de geração mais caras, como as usinas termelétricas. Segundo projeções de consultorias do setor, os reservatórios do Sistema Interligado Nacional devem encerrar a estação da primavera com armazenamento médio de 55,5% e superar 85% em abril do próximo ano, período em que normalmente se encerra o ciclo chuvoso.

O sistema de bandeiras tarifárias tem a função de sinalizar mensalmente as condições e os custos reais de geração de energia no território nacional. Quando a bandeira definida é a verde, não ocorre nenhuma cobrança adicional na fatura.

Em cenários menos favoráveis de geração, entram em vigor as bandeiras amarela ou vermelha. A bandeira amarela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, enquanto na bandeira vermelha o valor adicional sobe para R$ 4,463 no Patamar 1 e atinge R$ 7,877 no Patamar 2.

Historicamente, a bandeira amarela vigorou de maio até setembro. Nos quatro primeiros meses do ano, o sistema havia permanecido com a bandeira verde ativada, sem cobranças extras para os consumidores.