Estudo Traça Panorama das Hepatites Virais no Brasil
Pesquisa do Einstein analisa dados de mais de 14,5 milhões de pessoas para fortalecer estratégias de prevenção.
Reprodução/Divulgação
Um estudo abrangente realizado por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita traçou um panorama detalhado das hepatites virais no Brasil, analisando 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024. A pesquisa, que envolveu dados de mais de 14,5 milhões de pessoas, faz parte do projeto Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas, do Proadi-SUS.
O objetivo principal é gerar conhecimento para aprimorar as estratégias de prevenção e cuidado, visando a meta de eliminação das hepatites virais no Brasil até 2030. O estudo abrangeu todas as formas da doença: A, B, C, D e E, com destaque para as particularidades de cada uma.
Em relação à hepatite A, o estudo aponta para a importância da vacinação e alerta sobre novas formas de contágio, como o contato oral/anal, que têm contribuído para o seu ressurgimento em algumas populações. A transmissão por via alimentar, através de água ou alimentos contaminados, continua sendo a forma mais comum.
As hepatites B e C, cujas principais vias de transmissão são sexual e o contato com sangue, também foram detalhadas. O estudo ressalta a eficácia das vacinas para hepatite B e os tratamentos curativos para hepatite C, além de alertar sobre a transmissão de mãe para filho, que tem sido bem controlada no país.
A hepatite D, negligenciada e mais frequente na região amazônica, foi abordada, com ênfase na sua relação com a hepatite B, sendo que só é contraída por quem já possui o vírus B. Já a hepatite E, considerada uma zoonose transmitida por animais como o porco, foi descrita como uma doença aguda que pode passar despercebida e necessita de mais estudos no Brasil.