O Ceará poderá ganhar ainda mais espaço no primeiro escalão do quarto governo do presidente Lula. Além dos nomes ligados ao PT, lideranças do PSB e de partidos do Centrão também entram nas especulações sobre a formação da nova equipe ministerial. Entre os cearenses lembrados para compor o futuro governo está o deputado federal eleito Moses Rodrigues, filiado ao União Brasil.

O nome do senador reeleito Cid Gomes entra, também, na bolsa de apostas para a Esplanada dos Ministérios. Reeleito com mais de 3 milhões de votos, Cid pensa exclusivamente no Senado. As articulações para a montagem do novo ministério movimentam os partidos que buscam espaço na administração federal.

Lideranças da federação União Progressista fizeram chegar ao Palácio do Planalto sugestões de parlamentares considerados mais alinhados à esquerda e que poderiam integrar o novo governo. No União Brasil, dois nomes aparecem entre os indicados, sendo Moses Rodrigues, do Ceará, e Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão. Pedro Lucas chegou a ser convidado para assumir o Ministério das Comunicações em 2025, mas recusou a proposta.

Moses vai exercer o quarto mandato consecutivo e, nas eleições de 2026, comprou briga no União Brasil para levar a sigla a integrar a coligação liderada pelo PT em apoio à reeleição do Governador Elmano de Freitas. Moses perdeu a queda de braço no TSE, mas, entre aliados do Palácio da Abolição, ficou a imagem de um aliado leal que lutou para fortalecer o palanque de Elmano.

Em Brasília, Moses transita bem entre as lideranças do Governo e, na sua principal base eleitoral, lida com os percalços do pai, Oscar, que enfrenta altos índices de desaprovação administrativa como prefeito de Sobral.

Dividido nas eleições presidenciais, o PP tem a senadora Daniella Ribeiro, da Paraíba, como um dos nomes apresentados para a equipe do presidente Lula. O partido ocupava o Ministério do Esporte com André Fufuca, mas a expectativa é de que ele assuma a cadeira no Senado conquistada nas eleições de 2026.

Daniella Ribeiro é mãe do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, e irmã do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, um dos parlamentares do partido com maior proximidade com o Palácio do Planalto. Aguinaldo, inclusive, foi relator da reforma tributária apoiada pelo governo Lula.

O PP já sinalizou que deseja uma pasta de maior peso político e administrativo para Daniella Ribeiro. A preferência é por um ministério com estrutura e abrangência mais amplas, e não por uma área de atuação mais específica, como o Ministério das Mulheres.