O dólar comercial abriu esta segunda-feira (24/10) operando com forte volatilidade em relação ao fechamento registrado na última sexta-feira (23/10). Às 9h, a moeda norte-americana apresentou alta de 8,65% e atingiu a cotação de R$ 5,42, alcançando a maior valorização intradiária desde janeiro. No pregão anterior, a moeda havia encerrado o dia cotada a R$ 4,99, após registrar queda de 0,90%.

A disparada acentuada da taxa de câmbio resultou no acionamento do circuit breaker, mecanismo de proteção do mercado financeiro que paralisa temporariamente as negociações em momentos de forte volatilidade. A medida serve para permitir que os investidores possam reavaliar suas estratégias diante de oscilações bruscas. O Ibovespa futuro também teve as operações interrompidas e, mesmo após a B3 ampliar os limites do circuit breaker e liberar a reabertura do pregão, o índice voltou a sofrer uma nova paralisação nos negócios.

No cenário internacional, as ações de empresas brasileiras negociadas nos Estados Unidos despencaram no pré-mercado. A movimentação ocorreu após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral de 2026. Os primeiros reflexos pós-eleição indicaram que o fundo que acompanha ações brasileiras em Nova York registrou queda de 27%. No Japão, um fundo equivalente recuou 15% durante a madrugada, configurando a maior perda em um único dia desde 2008.

Em meio ao cenário econômico, o mercado de commodities também apresentou variações nas primeiras horas do dia. O barril do petróleo tipo brent, que serve como referência internacional para o setor, era negociado a US$ 114,96 por volta das 8h, registrando uma variação positiva de 1,51%.