A votação do segundo turno das eleições começou neste domingo, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Em todo o país, mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas para escolher o próximo presidente da República. A disputa também definirá os governadores de cinco estados e do Distrito Federal.
Pesquisa Datafolha divulgada na véspera da votação mostrou o senador Flávio Bolsonaro com 51 por cento das intenções de votos válidos, contra 49 por cento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora Flávio apareça numericamente à frente, o resultado ainda não está definido, mas uma eventual vitória de Lula representaria uma virada inédita na história das eleições desde a redemocratización.
A eleição marca a terceira disputa presidencial entre o lulismo e o bolsonarismo. Em 2018, Jair Bolsonaro venceu Fernando Haddad, que substituiu Lula na disputa após o petista ter a candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2022, Lula enfrentou diretamente Jair Bolsonaro e venceu por uma diferença de 1,80 ponto porcentual nos votos válidos, registrando 50,90 por cento contra 49,10 por cento.
Desta vez, Lula enfrenta o filho do ex-presidente, e a proximidade entre os percentuais se repete, agora desfavoráveis ao atual mandatário. O doutor em sociologia e cientista político Rodrigo Augusto Prando avalia que há uma oscilação positiva para o Lula, mas que essa tendência talvez não tenha tempo suficiente para se consolidar em uma virada.
Além da disputa nacional, o pleito nos estados envolve candidaturas para o governo em locais específicos. No Acre, a disputa ocorre entre Mailza Assis e Alan Rick, enquanto no Amazonas concorrem Omar Aziz e Professora Maria do Carmo. No Distrito Federal, a escolha é entre Celina Leão e Leandro Grass, e no Espírito Santo a disputa é polarizada por Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço.
As urnas também decidem o comando executivo no Rio Grande do Norte, com Allyson e Cadu de Lula, e no Tocantins, com a Professora Dorinha e Vicentinho Júnior. A diversidade de cenários estaduais mobiliza o eleitorado em diferentes regiões geográficas paralelamente à corrida presidencial.
A votação do segundo turno também ocorreu no exterior, com cerca de 918 mil brasileiros aptos a votar fora do país, distribuídos por 186 cidades de 134 países, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Os residentes na Nova Zelândia estiveram entre os primeiros a votar devido à diferença de fuso horário, com as urnas abertas a partir das 16h de sábado pelo horário de Brasília, em votação destinada exclusivamente à escolha do presidente da República.






