O histórico debate presidencial da TV Globo, realizado em 24 de outubro de 2026, rendeu avaliações e notas específicas para o desempenho dos candidatos finalistas. A análise editorial atribuiu nota 8 ao presidente Lula e nota 5 ao senador Flávio Bolsonaro, destacando estratégias, acertos e tropeços de cada um dos concorrentes durante o confronto na emissora.
Lula recebeu nota 8 por ter chegado mais preparado em comparação ao debate anterior na Band e conseguir impor sua agenda em diversos momentos do encontro. Entre os pontos fortes do petista apontados na análise estiveram as respostas que devolveram acusações, como a associação das apostas esportivas, conhecidas como bets, ao governo de Jair Bolsonaro pela falta de regulamentação do setor.
O atual presidente também colocou o adversário na defensiva ao cobrar explicações sobre o caso Ana Clara, além de explorar denúncias e o discurso de soberania nacional ao criticar o alinhamento com Donald Trump. Durante as trocas de farpas, Lula fez Flávio pedir desculpas por uma declaração sobre seus nove dedos e levá-lo a admitir erro por ter votado contra o aumento da licença-maternidade.
Em contrapartida, a avaliação apontou que o presidente deixou passar a oportunidade de rebater acusações sobre o Comando Vermelho com investigações que atingem aliados do Partido Liberal no Rio de Janeiro. Lula também optou por focar mais nos ataques do que na defesa de sua própria gestão em áreas sensíveis como endividamento e saúde, além de ter se confundido ligeiramente com o controle de tempo dos blocos.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro ficou com nota 5 após apresentar dificuldades com o tom e deixar questionamentos cruciais sem respostas durante o programa. O senador manteve o foco em setores nos quais a administração federal registra maior insatisfação popular, abordando temas como segurança pública, custo de vida e endividamento das famílias.
Entre os acertos do parlamentar esteve a menção a um dado verificado pela imprensa sobre obras inacabadas, embora sua crítica à Caixa Econômica Federal tenha perdido força pelo fato de o partido Progressistas apoiar formalmente sua própria candidatura. Os maiores tropeços de Flávio foram de tom e contexto, especialmente ao ignorar conselhos de aliados para adotar maior humildade ao citar os dedos de Lula e ao confundir o nome da mãe de Ana Clara com o da própria vítima durante a discussão sobre segurança.
Outros momentos desfavoráveis ao senador incluíram a defesa de um policial diante da mãe da vítima e a ausência de resposta sobre o tema conhecido como bolsa-farelo. O texto original reforça que o debate foi marcado por intensas confrontações políticas e repercutiu amplamente nos bastidores da disputa presidencial de 2026.






