André Fernandes (PL) foi reeleito para a Câmara dos Deputados neste domingo (4), ultrapassando 673 mil votos com 97% das urnas apuradas. Com essa marca, ele bateu o recorde de deputado federal mais votado da história do estado do Ceará, superando Ciro Gomes (PSDB), que detinha o título desde 2006, quando obteve 667.830 votos para o cargo. O parlamentar quase triplicou a votação da eleição anterior, na qual estreou na disputa por uma vaga no Congresso com 229.509 votos.
Natural de Iguatu, André Fernandes de Moura nasceu em 1997 e é filho do deputado estadual Alcides Fernandes e de Marilene de Moura Fernandes. Antes de ingressar na política institucional, ganhou notoriedade nas redes sociais com vídeos de humor e paródias, fazendo a transição para a militância conservadora em 2017. Em 2018, na sua primeira disputa eleitoral, foi eleito deputado estadual pelo PSL com 109.742 votos, tornando-se o parlamentar mais jovem do país naquela legislatura aos 20 anos.
A trajetória do político no Legislativo estadual e federal foi marcada por passagens por diferentes legendas e por episódios de grande repercussão pública. Ele deixou o PSL após atritos internos e acompanhou o movimento de Jair Bolsonaro para o PL na virada de 2021 para 2022. Nas eleições de 2022, elegeu-se deputado federal pela primeira vez como o mais votado do Ceará, consolidando sua base de apoio conservadora no estado.
Em 2024, Fernandes disputou a Prefeitura de Fortaleza em chapa pura do PL, avançando para o segundo turno após liderar a primeira etapa com 40,20% dos votos válidos. Na disputa final contra Evandro Leitão (PT), foi derrotado por uma margem de 10.838 votos no pleito municipal mais acirrado da capital em 24 anos. Após o resultado, retomou suas articulações e assumiu a presidência estadual do Partido Liberal em setembro de 2025.
Para as eleições deste ano, o PL oficializou apoio à candidatura de Ciro Gomes ao Governo do Ceará em um movimento intermediado por Roberto Cláudio. A aliança gerou divergências públicas com alas do partido, mas foi mantida com o respaldo da cúpula nacional. Na mesma chapa, Fernandes articulou a indicação de seu pai para o Senado, consolidando sua influência nas definições estratégicas da legenda no estado.
Ao longo de sua carreira, o parlamentar também esteve envolvido em investigações e processos em instâncias estaduais e federais. Na esfera federal, foi investigado no Supremo Tribunal Federal devido a publicações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, mas o caso foi arquivado em junho de 2026 após manifestação da Procuradoria-Geral da República. Em janeiro de 2026, participou de uma caminhada de Minas Gerais a Brasília em protesto contra prisões decorrentes dos mesmos atos.






