Os atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde relacionados ao jogo patológico registraram um aumento de 140% desde o ano de 2018. O levantamento foi divulgado pelo Ministério da Saúde, marcando um período que coincide diretamente com a expansão e a regulamentação das apostas de quota fixa no território nacional.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os problemas associados ao vício em jogos não afetam apenas quem aposta diretamente. A autoridade apontou que cada pessoa que desenvolve a perda de controle com as apostas pode impactar outras seis pessoas pertencentes ao seu círculo familiar.
O ministro também declarou que dois em cada três apostadores de bets estariam atualmente em situação considerada de risco para a saúde. De acordo com os dados apresentados, indivíduos em situação de vulnerabilidade econômica apresentam um risco três vezes maior de sofrimento mental relacionado ao problema.
Durante a divulgação das informações, o ministro citou dados específicos voltados ao público feminino. Conforme o levantamento, 12% das mulheres que nunca apostaram seriam afetadas indiretamente pelos jogos, enquanto 65% das brasileiras que apostam não procurariam ajuda por vergonha.






