A Justiça do Distrito Federal determinou a soltura de Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, e manteve a prisão de seu companheiro, Wellington Ferreira da Cruz, de 56 anos. O casal é investigado pelo abandono do corpo de um recém-nascido em uma via pública no Recanto das Emas. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada na tarde de sábado.
De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, câmeras de segurança flagraram o momento em que a mulher levou o recém-nascido, colocado em uma sacola, até um local ermo situado a cerca de 50 metros da residência onde o casal morava. As imagens mostram que ela retornou brevemente à porta de casa para conversar com Wellington antes de voltar à rua para deixar a criança.
As investigações também buscam identificar um terceiro envolvido que aparece em outras gravações obtidas pela reportagem. O registro aponta que, por volta das 3h40 de sexta-feira, um homem não identificado aproximou-se do monte de lixo onde a sacola havia sido deixada, jogou outros objetos no local e ateou fogo, provocando chamas de grandes proporções.
O delegado Zander Vieira Pacheco, responsável pelo caso na 27ª Delegacia de Polícia, informou que o homem visto nas imagens ainda não foi identificado e que a polícia apura se havia intenção direta de atingir a criança. A autoridade policial destacou que a principal linha de investigação busca esclarecer se o recém-nascido já estava sem vida ou se nasceu com vida no momento em que foi descartado e carbonizado.
Durante os primeiros levantamentos, a mulher foi localizada em sua residência e alegou às autoridades ter sofrido um aborto espontâneo em casa, afirmando que o filho teria caído no vaso sanitário. Contudo, a versão foi contestada pela polícia após a constatação de que o bebê ainda estava com a placenta colada ao corpo, o que levou à identificação e prisão do casal.
O Instituto Médico-Legal deverá emitir laudos periciais para apontar a causa exata da perda da vida da criança. Perícias complementares também foram realizadas no interior do imóvel da família para detalhar a dinâmica dos fatos ocorridos antes do abandono do corpo.






