A segunda rodada da pesquisa Quaest para o Governo do Ceará, divulgada nesta quarta-feira, apresenta o desempenho do candidato à reeleição Elmano de Freitas em segmentações distintas do eleitorado cearense, considerando ambos os turnos eleitorais. O levantamento ouviu 900 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro no território cearense. A margem de erro geral é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, embora nos dados estratificados essa margem de erro sofra variações.

A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número CE-08268/2026 e foi contratada pela TV Verdes Mares. A metodologia adotada foi a quantitativa, com a realização de entrevistas presenciais e domiciliares aplicadas a uma amostra representativa da população residente no Ceará. Como ocorre em levantamentos demoscópicos desse tipo, os resultados configuram um retrato do momento e podem sofrer alterações até a data da votação.

No primeiro turno na modalidade estimulada, o desempenho do candidato varia conforme o perfil dos entrevistados nas faixas de sexo, idade, escolaridade e renda. Entre o eleitorado feminino, o índice registrado foi de 42 por cento, enquanto entre o masculino a marca ficou em 39 por cento. Na divisão por faixa etária, o candidato alcançou 38 por cento entre eleitores de 16 a 34 anos, o mesmo percentual na faixa de 35 a 59 anos, e chegou a 48 por cento entre aqueles com 60 anos ou mais.

Em relação ao grau de instrução e à renda familiar no primeiro turno, os números apontam 49 por cento entre quem possui ensino fundamental, 34 por cento no ensino médio e 29 por cento com nível superior. Entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, o índice foi de 45 por cento, descendo para 35 por cento na faixa de mais de dois a cinco salários mínimos, e alcançando 38 por cento entre os que recebem acima de cinco salários.

No recorte por identificação política e religião no primeiro turno, o candidato registrou 74 por cento entre os eleitores que se definem como lulistas e 55 por cento entre a esquerda não lulista. Entre os eleitores independentes, o percentual foi de 18 por cento, figurando em quatro por cento entre a direita não bolsonarista e em dois por cento entre os bolsonaristas. Entre os eleitores católicos, o índice atingiu 43 por cento, enquanto entre os evangélicos chegou a 28 por cento.

Para o segundo turno na modalidade estimulada, os cenários segmentados também foram detalhados pelo instituto de pesquisa. Entre as mulheres, a intenção de voto alcançou 46 por cento, ao passo que entre os homens ficou em 38 por cento. Na divisão por idade para o segundo turno, o candidato obteve 40 por cento na faixa de 16 a 34 anos, 39 por cento entre 35 e 59 anos, e 52 por cento entre os eleitores com 60 anos ou mais.

Quanto ao nível de instrução e à renda no segundo turno, a pesquisa apontou 50 por cento de intenção de voto entre eleitores com ensino fundamental, 35 por cento com ensino médio e 34 por cento com ensino superior. Na faixa de renda de até dois salários mínimos, o índice foi de 47 por cento, registrando 35 por cento entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos e 41 por cento na faixa superior a cinco salários.

Por fim, nos recortes de alinhamento político e religioso para o segundo turno, o levantamento indicou 76 por cento de preferência entre os lulistas e 57 por cento entre a esquerda não lulista. Os eleitores independentes somaram 21 por cento, enquanto a direita não bolsonarista registrou quatro por cento e os bolsonaristas marcaram um por cento. Entre os entrevistados que se declaram católicos, o índice foi de 46 por cento, e entre os evangélicos, a marca chegou a 33 por cento.