O deputado estadual eleito Tancredo dos Santos afirmou que pretende apresentar um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a atuação do crime organizado no Ceará logo após assumir o mandato na Assembleia Legislativa, em fevereiro de 2027. Em entrevista à live do PontoPoder, o parlamentar declarou que a iniciativa será o seu primeiro ato na Casa e que buscará o apoio de deputados tanto da base governista quanto da oposição para viabilizar a investigação. Ele destacou que o objetivo central da proposta é apurar possíveis vínculos entre agentes políticos e organizações criminosas.
Para conseguir instalar a comissão, o parlamentar eleito precisará recolher assinaturas suficientes entre os pares na Casa legislativa. A criação de uma CPI na Assembleia depende de um requerimento subscrito por pelo menos um terço dos deputados estaduais, o que equivale a 16 dos 46 integrantes, além da definição de um fato determinado e de um prazo para o andamento dos trabalhos. Como a oposição continuará com bancada minoritária na próxima legislatura, Tancredo reconheceu a necessidade de dialogar diretamente com aliados do governador Elmano de Freitas.
O deputado eleito ressaltou que a mobilização em torno da pauta transcende divisões partidárias habituais entre esquerda e direita. Segundo ele, a segurança pública representa uma demanda urgente da população que exige articulação ampla entre os representantes eleitos. Tancredo afirmou ainda que pretende expor publicamente a postura dos parlamentares diante do requerimento, utilizando canais digitais para informar quais legisladores decidiram apoiar ou recusar a assinatura do documento.
Além da abertura da investigação, o futuro parlamentar indicou que pretende concentrar sua atuação na fiscalização das políticas estaduais voltadas para a segurança pública e no enfrentamento às facções. Durante a entrevista, ele também criticou o atual modelo da política penitenciária no Ceará, defendendo alterações nas normas de funcionamento dos presídios, com foco especial nas regras aplicadas a visitas íntimas e à entrada de materiais e objetos destinados aos detentos.






