Uma pesquisa divulgada neste domingo pela Quaest revela que 62% dos brasileiros que souberam da ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, após o segundo turno da eleição presidencial, consideram a decisão errada. O levantamento, intitulado "O Brasil depois das urnas", indica que cerca de 89% dos entrevistados tiveram conhecimento do deslocamento do parlamentar para território norte-americano.
Em contrapartida, a sondagem aponta que 29% dos brasileiros que souberam da viagem julgam acertada a atitude do senador. Outros 9% dos entrevistados que tomaram conhecimento do fato não souberam ou não responderam ao questionamento feito pelos pesquisadores.
A pesquisa detalha ainda como o tema repercute entre diferentes grupos políticos, mostrando uma divisão entre eleitores identificados com a direita não bolsonarista. Nesse segmento, 46% aprovam a ida para os Estados Unidos, enquanto 45% rejeitam a atitude do candidato derrotado à Presidência da República, e 9% não souberam ou não responderam.
Entre os eleitores lulistas, a rejeição atinge 92%, com apenas 4% avaliando a decisão como certa e 4% sem resposta. O mesmo percentual de 92% de avaliação negativa foi registrado entre os entrevistados da esquerda não lulista, que também somam 4% de aprovação e 4% de indecisos.
Na parcela de eleitores considerados independentes, 63% consideram a viagem errada e 21% apontam a decisão como certa, ao passo que 16% não souberam ou não responderam. Já entre os eleitores bolsonaristas, 90% avaliam a ida como correta, 5% julgam errada e 5% não souberam ou não opinaram.
O levantamento também abordou os motivos atribuídos à saída do parlamentar do país. Para 56% dos entrevistados, Flávio deixou o Brasil com o objetivo de fugir da Justiça, enquanto 35% acreditam que a viagem ocorreu para buscar proteção contra uma perseguição política.
A pesquisa aponta ainda que 2% dos participantes não acreditam em nenhuma dessas duas hipóteses sobre a motivação da viagem. Outros 7% dos entrevistados não souberam ou não responderam a essa questão específica do estudo.
Atualmente, o senador é alvo de investigações em três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. As apurações envolvem suspeitas de irregularidades no financiamento do filme "Dark Horse", além de acusações de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Para a realização do estudo, o instituto ouviu 2.004 pessoas entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro estimada para a pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%.






