Os candidatos ao Governo do Ceará Ciro Gomes e Elmano de Freitas se enfrentaram em um debate na noite desta quarta-feira na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará, em Fortaleza. O confronto reuniu os dois principais concorrentes à chefia do Executivo estadual a menos de duas semanas da eleição. A realização do evento coube ao Grupo de Comunicação O Povo, com convites direcionados a siglas com representação mínima no Congresso Nacional.

A mediação ficou sob a responsabilidade do jornalista Ítalo Coriolano, estruturando o encontro em cinco rodadas de perguntas e respostas, além de um bloco final destinado às considerações finais dos concorrentes. Nas fases iniciais, o formato permitiu questionamentos diretos com temas livres entre os postulantes, incluindo direito a réplica e tréplica. O terceiro bloco contou com indagações formuladas por jornalistas convidados.

Durante o primeiro bloco, o debate abordou a rede de saúde e políticas para a juventude. Elmano questionou o adversário sobre críticas relativas à construção de hospitais, enquanto Ciro cobrou dados sobre a parcela de jovens entre 18 e 24 anos que não estudam nem trabalham no estado. O atual governador defendeu a entrega de escolas de tempo integral e ações integradas entre pastas estaduais.

O segundo bloco focou em investimentos na educação básica e índices econômicos. Ciro acusou a gestão rival de não concluir escolas previstas em editais, o que foi negado pelo governador, que apontou o histórico de criação de postos de trabalho formais. Em contrapartida, o candidato tucano pontuou quedas na renda familiar média dos cearenses ao longo dos anos recentes.

Questões sobre transição energética, segurança hídrica e diretrizes para a proteção de mulheres integraram o terceiro bloco do confronto. Ciro defendeu delegacias especializadas em municípios de maior porte e o uso de botões do pânico, ao passo que Elmano destacou a expansão da rede de atendimento e os menores índices de feminicídio proporcional registrados no estado conforme dados federais.

Nas rodadas seguintes, os temas econômicos e habitacionais voltaram ao centro da discussão, com menções a programas de habitação popular em parceria com o governo federal. A obra da Transnordestina e as estatísticas oficiais de redução da extrema pobreza no Ceará também geraram embates diretos entre os postulantes ao Palácio da Abolição.

Nas considerações finais, os candidatos resumiram suas principais divergências administrativas e propostas para o futuro do estado. O debate marcou mais uma etapa decisiva da campanha eleitoral em curso no território cearense.