24ºC
Logo

Siga-nos nas redes

Saúde

Diabetes Tipo 5: Nova Abordagem para Diagnóstico no Brasil

Discussões avançam para rastreamento e tratamento mais adequados à população brasileira.

Autor
Por Redação MQ
Diabetes Tipo 5: Nova Abordagem para Diagnóstico no Brasil
Reprodução/Divulgação
Uma forma de diabetes associada à desnutrição, conhecida como diabetes tipo 5, está ganhando destaque no Brasil. Especialistas discutem a adoção de um modelo atualizado para rastrear essa condição, que pode estar sendo diagnosticada incorretamente como diabetes tipo 1 em muitos pacientes. A proposta visa identificar pessoas com características específicas que necessitam de um acompanhamento diferenciado. As discussões estão ocorrendo em reuniões com endocrinologistas e outros profissionais de saúde em São Paulo e no Rio de Janeiro. A vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Hermelinda Pedrosa, participa ativamente, buscando definir um protocolo de rastreamento que considere as particularidades da população brasileira. O objetivo é tirar essa condição da "invisibilidade" e permitir que médicos diferenciem o tipo 5 dos tipos 1 e 2. O diabetes tipo 5, também chamado de diabetes relacionado à desnutrição, foi descrito pela primeira vez em 1955. A condição é associada a uma produção reduzida de insulina, possivelmente devido à desnutrição severa na gestação ou nos primeiros anos de vida. Diferente do tipo 1, a produção de insulina não desaparece completamente, e o tipo 5 geralmente não causa cetoacidose diabética. A principal dificuldade diagnóstica reside na semelhança com o diabetes tipo 1, especialmente em jovens e magros. Enquanto o tipo 1 é autoimune, o tipo 5 está ligado ao histórico nutricional. A confusão diagnóstica pode levar a tratamentos inadequados, impactando a saúde dos pacientes. O diagnóstico correto é fundamental, pois influencia diretamente o tratamento. Pacientes com diabetes tipo 5 podem necessitar de insulina, mas também de atenção nutricional especial. A identificação precisa da condição visa garantir um tratamento adequado, controle da glicose e prevenção de complicações a longo prazo, como retinopatia, doença renal e problemas cardiovasculares.

Gostou da notícia? Compartilhe!