O Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá novos tratamentos contra o câncer, com a expectativa de beneficiar aproximadamente 1,9 mil pacientes. Alguns desses tratamentos, aguardados há mais de uma década, serão financiados pelo Governo Federal através da Assistência Farmacêutica Oncológica.

Segundo o Ministério da Saúde, a oferta dependerá das negociações com fornecedores e das características operacionais de cada tecnologia. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, destacou a importância do diálogo com a indústria farmacêutica para agilizar a disponibilização dos medicamentos e fortalecer o cuidado oncológico.

Os medicamentos brigatinibe e gefitinibe, de uso oral, atuam em alterações específicas das células cancerígenas. Podem ser administrados em casa, oferecendo mais conforto que a quimioterapia convencional.

Na rede privada, o custo anual combinado ultrapassa R$ 604,2 mil. Já o durvalumabe é uma imunoterapia que estimula o sistema imunológico a combater tumores.

É indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem passar por cirurgia. Na rede privada, seu custo anual pode chegar a mais de R$ 643 mil.