Ceará: Nova Indústria e Oportunidades para o Futuro
Especialista defende modelo de desenvolvimento focado em energia limpa e economia criativa.
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O Ceará tem a oportunidade de se tornar um polo de desenvolvimento moderno, seguindo o exemplo de Dublin. A nova indústria, intensiva em capital, energia e automação, como os datacenters, não gera emprego em massa, mas abre portas para a economia criativa e serviços de alto valor agregado.
A regulamentação do marco legal do hidrogênio de baixa emissão e a Política Nacional de Datacenters já destravam investimentos significativos no estado, com destaque para o Pecém. O gargalo para o desenvolvimento não é o custo da mão de obra, mas sim a transmissão e a energia firme.
A capacidade de oferecer energia limpa e contratável por longos períodos é o diferencial para atrair novas plantas industriais. O emprego, neste novo cenário, surge do entorno, abrangendo serviços de software, IA, bioeconomia e a economia criativa, como games, animação e audiovisual.
A infraestrutura verde é fundamental para baratear e viabilizar a economia criativa, reduzindo custos e latência. A formação de talentos e o acesso à tecnologia são cruciais para impulsionar startups e empresas locais, transformando o estado em um hub de inovação.
Uma proposta para o futuro é a criação de um fundo soberano do conhecimento, financiado por royalties da energia verde. Este fundo poderia custear bolsas de estudo internacionais e democratizar o acesso à tecnologia, computadores e ferramentas de criação para a população, replicando o sucesso de países como a Suécia.
Com seu potencial em energia eólica e solar, porto e tradição em audiovisual, o Ceará pode consolidar seu futuro. A combinação de infraestrutura moderna, formação qualificada e acesso à tecnologia pode fazer de Fortaleza um centro de referência, onde a população se torna não apenas empregada, mas criadora do futuro.