O município de Quixeramobim foi escolhido para sediar a nova unidade industrial da Magnésio Nordeste, empresa de capital estrangeiro voltada à produção de peças leves e de alta resistência para automóveis e motocicletas. O anúncio foi feito pelo secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fábio Feijó, ao detalhar que o empreendimento contará com um aporte financeiro de R$ 215 milhões. A nova fábrica tem potencial para atender montadoras do Polo Automotivo do Ceará, localizado em Horizonte, além de buscar diversificação para outros mercados regionais e nacionais.
A planta industrial ocupará uma área total de 18 hectares, sendo 38 mil metros quadrados de instalações projetadas para abrigar 22 grandes máquinas de injeção de alta pressão. Segundo o planejamento divulgado pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, o início das obras de construção está previsto para o primeiro trimestre de 2027. Já a operação comercial da unidade tem expectativa de lançamento para o ano de 2028, com a criação de 133 postos de trabalho diretos.
A linha de produção da nova indústria será focada em ligas de magnésio em alta pressão e injeção de polímeros. Entre os itens planejados estão carcaças e componentes estruturais, tampas laterais, suportes metálicos e elétricos, pedaleiras, carenagens, peças relacionadas ao chassi e componentes de guidão. A gestão da companhia reúne o investidor norte-americano Fahim Safwat Boulos, o CEO português Antônio Teixeira e o CFO brasileiro João Gujev.
A escolha de Quixeramobim considerou a posição central do município no território cearense e sua conectividade rodoviária com diferentes regiões. A pasta estadual destacou ainda a proximidade com o trajeto da Ferrovia Transnordestina, ligando o Sertão ao Porto do Pecém, além da perspectiva de implantação de um Porto Seco, de um centro logístico-industrial e de uma Zona de Processamento de Exportação privada na região.
O secretário ressaltou que a escolha do interior cearense demonstra vantagens econômicas concretas para investimentos de grande porte. A empresa enxerga no mercado cearense de motocicletas, que ultrapassa dois milhões de veículos, uma oportunidade relevante, impulsionada pelo papel que esse meio de transporte desempenha no trabalho, nas entregas e no acesso a serviços em todo o estado.






