PM investigada por morte de soldado é suspeita de outros crimes
Policial militar responde por estelionato, lavagem de dinheiro e integrar organização criminosa.
Reprodução/Divulgação
A policial militar Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, foi presa e é investigada por crimes cometidos após seu ingresso na corporação. Ela é suspeita de estelionato, lavagem ou ocultação de bens e de integrar organização criminosa.
As investigações começaram em junho de 2025, após denúncia de uma empresa de transporte por aplicativo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a organização criminosa seria composta por Júlia, seu marido Antoneudo Ribeiro Lima, e outras 11 pessoas.
O grupo é suspeito de criar contas falsas em aplicativos de corrida. Antoneudo seria o articulador da fraude, enquanto Júlia cedia dados pessoais e recursos para viabilizar as atividades.
Ambos tiveram a prisão temporária mantida. Júlia teve a prisão preventiva decretada, enquanto Antoneudo, apesar de ter a prisão relaxada, permanece detido por outro processo em segredo de justiça.
Júlia é investigada também pela morte do soldado da PMCE Raphael Sampaio da Silva. Ela teria um relacionamento extraconjugal com a vítima.
O corpo de Raphael foi encontrado em Itaitinga. A polícia encontrou munições e placas veiculares adulteradas na residência do casal.
A policial foi presa em flagrante após se contradizer em depoimento. Câmeras de segurança a flagraram em uma oficina na manhã seguinte à morte do soldado, contrariando sua versão de ter sido agredida e mantida em cárcere.
A motivação do crime ainda é investigada.