A Polícia Federal deflagrou na manhã deste sábado a Operação Rastilho, voltada ao combate e à apuração de crimes eleitorais no Estado do Ceará. Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes policiais apreenderam cerca de R$ 120 mil em espécie, além de telefones celulares, equipamentos eletrônicos e anotações diversas.

As diligências ocorreram de forma simultânea na capital, Fortaleza, e nos municípios de Coreaú, Irauçuba e Itapajé. A ofensiva cumpriu dezennove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral.

A ação foi realizada em conjunto com o Ministério Público Eleitoral e a Controladoria-Geral da União. O trabalho integrado busca combater ilícitos que possam afetar a lisura do pleito na reta final da campanha.

A Operação Rastilho atua como um desdobramento direto da Operação Rastro, que havia sido deflagrada em 31 de agosto deste ano. Naquela primeira fase, as autoridades recolheram R$ 334 mil em dinheiro, além de computadores e telefones.

A perícia e a análise do material apreendido na etapa anterior revelaram a necessidade de aprofundar as investigações sobre repasses e transações que superam o montante de R$ 9,8 milhões.

De acordo com as autoridades, a investigação apura a realização de pagamentos indevidos para a compra de apoio político-eleitoral em múltiplos municípios do Ceará. Há indícios de que a estrutura de uma entidade sindical tenha sido utilizada para intermediar e operacionalizar o fluxo de capitais.

Segundo a Polícia Federal, o adiantamento das buscas antes do pleito teve como objetivo principal colher e resguardar provas contemporâneas aos fatos investigados, travando a circulação indevida de valores na reta final do período eleitoral.

Todo o material recolhido durante as diligências passará por análise pericial sob a supervisão do Tribunal Regional Eleitoral e da Justiça Eleitoral do Ceará.