Investigações sobre envolvimento com facções criminosas têm atingido vereadores e suplentes em diversas cidades do Ceará. Em Sobral, três vereadores foram presos e afastados de seus mandatos na Operação Omertá, que apura interferência de facções em processos eleitorais.

Um quarto parlamentar foi alvo de busca e apreensão. O caso de Sobral não é isolado.

Pelo menos seis câmaras municipais no estado já tiveram parlamentares investigados por suspeita de ligação com organizações criminosas. As consequências incluem prisões, cassações, afastamentos e até recontagens de votos.

Em Morada Nova, seis vereadores foram presos sob suspeita de terem campanhas eleitorais financiadas ilicitamente por uma facção. Em Canindé e Tejuçuoca, vereadores também foram alvos de mandados de prisão em investigações semelhantes.

Outros casos envolvem decisões da Justiça Eleitoral. Em Canindé, uma vereadora teve o mandato cassado por suspeita de ligação com integrante de facção.

Em Iguatu, um suplente teve votos anulados por suposto envolvimento com o crime organizado, levando a uma recontagem. Em Fortaleza, um suplente que exercia mandato chegou a ser cassado, mas teve o afastamento revertido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará.