Economistas pedem ajuste fiscal urgente no Brasil
Especialistas alertam para necessidade de medidas nos primeiros 90 dias do próximo governo.
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Quatro renomados economistas brasileiros defenderam a necessidade de um rigoroso ajuste fiscal nos primeiros 90 dias de governo do próximo presidente eleito. A declaração foi feita durante o evento DN Business, em Fortaleza, onde Ana Paula Vescovi, Caio Megale, Fernando Gonçalves e Eduardo Gianetti apresentaram suas análises sobre a economia nacional.
Os especialistas destacaram que o cenário econômico atual é desafiador, com juros altos, crédito escasso e endividamento de famílias e empresas. A repercussão do conflito no Oriente Médio no preço do petróleo também foi apontada como um fator de influência na inflação global e brasileira.
Ana Paula Vescovi, ex-secretária do Tesouro Nacional, ressaltou o aumento da dívida pública, que passou de 54% para mais de 80% do PIB em 15 anos. Ela alertou para uma situação difícil em 2027, caso não haja um "freio de arrumação" nas contas públicas, pois as despesas crescem o dobro da receita.
Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, e Fernando Gonçalves, do Banco Itaú Unibanco, também abordaram a necessidade de ajuste nas contas públicas para evitar um cenário pior. Gonçalves mencionou que o Brasil está bem-posicionado em relação à energia renovável, mas pediu marcos regulatórios para atividades econômicas importantes.
Durante o debate, os economistas avaliaram a magnitude do problema do ajuste fiscal, com Vescovi e Megale atribuindo nota 8. Eles enfatizaram que o ajuste deve focar na despesa do governo e que medidas impopulares, como uma nova Reforma Previdenciária, podem ser necessárias.