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Governo busca ampliar Desenrola Adimplentes para mais bancos

Ministro da Fazenda Dario Durigan apela à Febraban por maior adesão ao programa de renegociação de dívidas.

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Por Redação MQ
Governo busca ampliar Desenrola Adimplentes para mais bancos
Reprodução/Divulgação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, continua seus esforços para que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) contribua na extensão do programa Desenrola Adimplentes a mais instituições privadas. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ministro fez um apelo direto ao presidente da Febraban, Isaac Sidney, e ao presidente do conselho, Milton Maluhy, para que o programa alcance um número maior de bancos. Lançado em junho pelo governo, o Desenrola Adimplentes visa aliviar as taxas de juros pagas por trabalhadores informais que, apesar de estarem com suas dívidas em dia, enfrentam juros muito elevados. As renegociações são garantidas pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), embora os bancos demonstrem menos incentivo em reduzir as taxas para quem já cumpre com os pagamentos. Até o momento, apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, além de “um ou dois bancos privados”, conforme Durigan, sinalizaram interesse em participar da iniciativa. A adesão limitada representa um desafio para a abrangência do programa, que busca oferecer melhores condições de crédito à população. O ministro da Fazenda destacou que o endividamento das famílias brasileiras se encontra em um nível “muito ruim”, com grande parte das dívidas contraídas durante a pandemia de covid-19. Por essa razão, o governo implementou o Desenrola como uma medida paliativa e pontual, que já está em sua segunda edição, buscando oferecer um respiro financeiro. Durigan defendeu que, além da renegociação de dívidas, é fundamental a produção de crédito de boa qualidade, com juros mais acessíveis. Ele citou como exemplos as linhas de crédito consignado para beneficiários do INSS, servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, que oferecem condições mais favoráveis.

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