Servidor de Niterói é exonerado após denúncia grave de cafetinagem contra mulheres trans
Caso chocante envolve extorsão, ameaças e agressões contra grupo de travestis e mulheres trans na região central da cidade.
Um funcionário da Prefeitura de Niterói foi exonerado de seu cargo após um grupo de mulheres trans e travestis denunciar à Polícia Civil a prática de cafetinagem e extorsão. O homem é acusado de cobrar um “pedágio” semanal para que as vítimas pudessem se prostituir em uma rua no Centro da cidade. O caso, levado à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e ao Ministério Público, resultou na publicação da exoneração no Diário Oficial do município em 23 de janeiro de 2026, dois dias após o registro do boletim de ocorrência.
De acordo com os relatos, o ex-servidor exigia taxas que variavam de R$ 120 a R$ 500 por semana, ameaçando, coagindo e agredindo quem se recusasse a pagar. Vítimas detalharam que ele se autoproclamava “dono da rua”, intimidando-as com arma de fogo e áudios ameaçadores, chegando a enforcar duas mulheres por falta de pagamento. A atuação criminosa, que durava cerca de dois anos, incluía a expulsão de quem não se submetia às suas exigências.
A Prefeitura de Niterói confirmou a exoneração administrativa do ex-funcionário, que ocupava o cargo de encarregado na Administração Regional da Ponta da Areia desde fevereiro de 2025. A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à 76ª DP (Niterói), com vítimas e envolvidos já ouvidos e diligências em andamento. A vereadora Benny Briolly, que acompanha o caso, ressaltou a crueldade das agressões e a necessidade de apoio psicológico e financeiro às vítimas, que muitas vezes recorrem à prostituição por exclusão social.
Fonte: G1