O governador Elmano de Freitas avalia manter o atual núcleo de comando da segurança pública do Ceará no próximo mandato, com início previsto para 2027. O delegado Roberto Sá, titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, e Mauro Albuquerque, à frente da Secretaria da Administração Penitenciária, são cotados para permanecer nos cargos.

Segundo informações de interlocutores do governo, os dois secretários são bem avaliados internamente. A atuação de Roberto Sá, que assumiu a SSPDS em maio de 2024, teria contribuído para dar mais efetividade às ações da pasta em um período marcado pelo aumento dos homicídios no Estado.

Para o segundo mandato, Elmano pretende contar com a continuidade do trabalho nas duas secretarias. A decisão ocorre em meio à expectativa de que o Ceará registre, em 2026, o menor número de mortes violentas desde o início da série histórica.

Apesar da possível manutenção dos titulares da SSPDS e da SAP, o governador avalia alterações na articulação política do Executivo, principalmente na Casa Civil. A pasta era comandada por Chagas Vieira, que foi eleito suplente de senador pelo PDT.

De acordo com aliados ouvidos pela reportagem, Elmano tem preferência por indicar alguém de maior proximidade política, com participação mais direta nas decisões do núcleo do governo. A mudança também pode representar uma reorganização da influência política dentro do Palácio da Abolição, visto que no primeiro mandato o senador e ex-ministro Camilo Santana teve forte participação na articulação por meio de Chagas Vieira.

Além da Casa Civil, o governador estuda mudanças em pelo menos 15 pastas da administração estadual. Entre as áreas que podem passar por alterações estão Mulheres, Educação, Saúde, Relações Internacionais, Pesca e Aquicultura, Recursos Hídricos, Cultura, Cidades, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Econômico, Esporte, Proteção Social e Proteção Animal.

A reformulação administrativa deverá considerar a nova composição da Assembleia Legislativa do Ceará e da bancada cearense na Câmara dos Deputados. Outro ponto em discussão é a distribuição dos espaços entre os partidos que integram a base governista, permitindo que siglas como PT, PSB, PSD e Republicanos ampliem sua participação na estrutura estadual.

Eleita vice-governadora, Gabriella Aguiar é apontada como possível nome para acumular a função com o comando de uma secretaria estadual. Uma das possibilidades mencionadas por interlocutores é a Secretaria da Proteção Social, enquanto seguem em aberto definições sobre a participação de outras lideranças da base, como Cid Gomes, Eunício Oliveira, Chiquinho Feitosa e Moses Rodrigues.

As definições completas sobre a nova equipe de governo devem ocorrer durante a montagem da gestão para o próximo mandato.