Uma ferrovia de 568 quilômetros que atravessa 22 municípios cearenses deverá retornar ao controle da União após um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União. A estrutura integra a antiga malha da Transnordestina e está sem operação desde o ano de 2013.

Com a efetivação da devolução, o Governo Federal terá a possibilidade de abrir processos para que empresas privadas apresentem propostas voltadas à recuperação e à exploração da ferrovia. Entre as alternativas avaliadas estão o transporte de cargas e de passageiros, além de iniciativas voltadas ao turismo e à mobilidade regional.

No estado do Ceará, o trecho ferroviário passa por municípios importantes como Crato, Juazeiro do Norte, Iguatu, Quixadá, Baturité, Maracanaú e a capital Fortaleza. A expectativa do setor é que a retomada da estrutura permita dar uma nova destinação econômica e social à malha, que permanece atualmente sem utilização.

O acordo aprovado prevê ainda o pagamento de R$ 1,785 bilhão aos cofres da União, além de obrigações de investimentos em medidas destinadas a mitigar e reduzir conflitos operacionais entre a ferrovia e as áreas urbanas atravessadas pelos trilhos.

Essa devolução integra um processo mais amplo relacionado à concessão da malha ferroviária no país, cuja prorrogação contratual estava inicialmente prevista para o ano de 2028. A informação sobre o acordo foi veiculada originalmente pelo Diário do Nordeste.