A Identidade Jovem, conhecida como ID Jovem, registrou 1.526.690 usuários ativos neste ano e garantiu acesso facilitado a atividades culturais, esportivas, de lazer e ao transporte interestadual para a população de baixa renda. O volume alcançado representa um crescimento de mais de cinco vezes em comparação com o ano de 2023, período em que o programa contava com cerca de 300 mil participantes.
Apesar da expansão expressiva da iniciativa federal, o alcance atual ainda está distante do potencial total estimado pelo poder público. De acordo com projeções da Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, quase 18 milhões de pessoas preenchem os requisitos para ter direito ao documento em todo o país.
Para tentar reduzir essa distância, a secretária nacional de Juventude, Vitória Genuíno, estabeleceu a meta de ampliar o alcance do programa ao longo dos próximos quatro anos. O planejamento estratégico prevê a atuação de mobilizadores territoriais focados na divulgação dos direitos, na realização de mutirões voltados à emissão de carteirinhas físicas e na interlocução direta com as comunidades.
A proposta central da gestão é aproximar a política pública da realidade cotidiana dos beneficiários, identificando tanto aqueles que ainda não emitiram a carteira quanto os obstáculos enfrentados por quem já possui o documento, mas encontra dificuldades para usufruir plenamente dos benefícios assegurados pela legislação.
O direito à ID Jovem é destinado exclusivamente a pessoas com idade entre 15 e 29 anos que pertençam a famílias com renda mensal de até dois salários mínimos, o equivalente a R$ 3.242, e que estejam devidamente cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Os dados da Secretaria Nacional de Juventude mostram que a maior concentração de usuários está na faixa etária de 15 a 19 anos, somando 635.474 emissões, o que corresponde a cerca de 41,6% do total. O grupo de 20 a 24 anos registra 521.317 emissões, ou 34,1%, enquanto a faixa de 25 a 29 anos reúne 369.899 usuários, representando 24,2% do total.
Em relação ao perfil de gênero, as mulheres formam a maioria expressiva dos beneficiários, alcançando 66,37% com 1.013.301 usuárias cadastradas. O público masculino corresponde a 33,63% do total, totalizando 513.367 participantes registrados no sistema.
Entre as garantias asseguradas pela carteira estão o pagamento de meia-entrada em cinemas, teatros, shows e diversos eventos culturais e esportivos, além da reserva de vagas gratuitas ou com descontos expressivos no transporte coletivo interestadual convencional.
A legislação determina que cada veículo, embarcação ou composição ferroviária do serviço convencional reserve duas vagas gratuitas para os titulares. Caso esses assentos já estejam ocupados, o sistema exige a oferta de outras duas vagas com desconto mínimo de 50% no valor da passagem.
O procedimento para emitir o documento é totalmente gratuito e pode ser realizado pela internet, por meio do portal oficial ou do aplicativo próprio da iniciativa. Para obter a carteira digital, o interessado deve ter entre 15 e 29 anos, renda familiar de até dois salários mínimos e cadastro atualizado no CadÚnico nos últimos 24 meses, sendo dispensada a comprovação de vínculo com instituições de ensino.
Aqueles que ainda não possuem cadastro ou precisam atualizar as informações familiares devem procurar um Centro de Referência de Assistência Social ou o setor responsável pelo CadÚnico no município onde residem. Após a atualização dos dados na base governamental, a emissão é liberada e o documento deve ser apresentado junto a um documento de identificação oficial com foto para garantir os direitos previstos.






