O presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou na manhã deste domingo, por volta das 9h30, na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, localizada no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Candidato à reeleição no primeiro turno das eleições de 2026, o chefe do Executivo conversou com a imprensa logo após registrar seu voto e declarou que o pleito atual definirá os rumos e o projeto para o Brasil nos próximos anos.

Durante a declaração aos jornalistas, o presidente pontuou que os eleitores têm diante de si escolhas cruciais para o futuro da nação. Segundo ele, a votação representa uma opção entre o fortalecimento do regime democrático e a barbárie, além de contrapor desenvolvimento e atraso, crescimento econômico e retrocesso. Lula ressaltou que a população é soberana e que o resultado das urnas será integralmente acatado.

O candidato esteve acompanhado de aliados políticos durante o momento da votação em São Paulo. Entre as autoridades presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, que concorre ao governo paulista, e as candidatas ao Senado Marina Silva e Simone Tebet. Após cumprir sua obrigação eleitoral, Lula seguiu em direção à capital paulista, onde a previsão é de que acompanhe a apuração dos votos.

Além de comentar sobre a disputa presidencial, o presidente demonstrou otimismo em relação ao desempenho de sua base e afirmou acreditar que o esforço da campanha resultará na eleição de senadores e deputados de sua legenda. Na ocasião, o candidato também aproveitou a oportunidade para direcionar um apelo específico aos eleitores com mais de 70 anos, incentivando a participação deles no processo de votação.

Em caso de vitória para um novo mandato, o presidente mencionou a intenção de propor modificações na estrutura do Poder Judiciário. Ele destacou que caberá ao próximo chefe de Estado indicar quatro novos nomes para ocupar cadeiras no Supremo Tribunal Federal e defendeu a presença de mulheres nesses espaços. O mandatário indicou que pretende formar uma equipe técnica para debater propostas, incluindo a eventual fixação de um tempo máximo de permanência para os ministros na Corte.