As discussões em torno de propostas e benefícios sociais revelam continuidades nas estratégias dos principais atores políticos. Parte do eleitorado costuma reclamar da falta de opções, mas o Brasil registra ampla oferta de candidaturas desde o fim da ditadura militar.

Em pleitos anteriores, o número de concorrentes variou bastante, oferecendo opções para todas as correntes de pensamento político do país. A disputa atual conta com doze candidatos registrados.

A principal diferença em relação aos pleitos anteriores é que o candidato Lula possui o apoio formal de sete legendas do campo da esquerda. Os demais concorrentes, em sua maioria alinhados à direita, enfrentam divisões internas em suas próprias siglas ou contam apenas com o apoio isolado de seus partidos.

Pesquisas recentes indicam que uma parcela significativa do eleitorado afirma que ainda pode mudar o voto, enquanto a maioria se declara totalmente decidida. Analistas apontam que eleitores independentes e o público feminino exercem papel central nesta reta final de campanha.