Soldado presa por morte de PM usou celular de advogado
A militar teria realizado ligação de 8 minutos com aparelho esquecido pelo defensor.
Reprodução/Divulgação
Uma soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE) suspeita de envolvimento na morte de um PM carbonizado teria utilizado o celular do advogado Walmir Medeiros por cerca de 8 minutos. Segundo o defensor, o aparelho foi esquecido sobre uma mesa, momento em que a militar teria realizado a ligação.
O advogado relatou que foi informado sobre o uso do celular durante a abordagem que resultou em sua detenção. Ele negou ter entregado o aparelho à cliente e afirmou que o celular foi apreendido.
A soldado teria justificado a ligação como um contato para falar com a sogra sobre a filha. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que o advogado foi detido por crime contra a administração pública, por supostamente tentar facilitar a comunicação de uma presa.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). A Associação dos Profissionais da Segurança (APS) informou o encerramento da assistência jurídica à soldado, devido à incompatibilidade no caso.
A entidade declarou que o advogado foi orientado a se afastar, mas realizou visita sem autorização, o que levou ao seu afastamento de todas as funções na APS. O advogado, por sua vez, contestou a apreensão do celular, alegando que não o entregou e que o aparelho foi pego para gerar repercussão.