Semace atrasa avanço do agro no Ceará
Exigências da Superintendência Estadual do Meio Ambiente retardam projetos no setor em Limoeiro do Norte.
Reprodução/Divulgação
Empresários do agronegócio cearense têm manifestado insatisfação com a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). A demora e as exigências para a emissão de licenças ambientais estariam travando projetos importantes para a economia do estado, nas áreas da agricultura, pecuária e indústria.
Uma das reclamações recentes envolve a melhoria de uma linha de distribuição de energia elétrica da Enel Ceará no município de Limoeiro do Norte. Segundo especialistas, a Semace concedeu o licenciamento, mas condicionou a implementação à supressão vegetal e à apresentação de um Plano de Remanejamento da Fauna, além do acompanhamento por biólogo, veterinário e engenheiro florestal.
O processo, que poderia ser uma simples limpeza de área, tornou-se demorado. No entanto, após 48 horas de trabalho, com a preservação de um lagarto camaleão e uma cobra de duas cabeças, a situação foi superada.
O texto ressalta a dificuldade de investir no agronegócio cearense, considerando as condições de solo e clima, mas destaca a coragem e o heroísmo dos empresários que transformaram o Ceará em um grande produtor de alimentos e pescado. O setor do agro é o que mais cresce no Ceará, impulsionado por investimento privado em tecnologia e inovação, com empresários viajando anualmente para conhecer novidades internacionais.