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Saúde

Novas regras para doação de sangue no Brasil

Mudanças entram em vigor em setembro, reduzindo tempo de espera para alguns doadores.

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Por Redação MQ
Novas regras para doação de sangue no Brasil
Reprodução/Divulgação
A partir de 30 de setembro, as regras para doação de sangue no Brasil sofrerão alterações significativas. Uma nova portaria do Ministério da Saúde visa diminuir o período de espera para que certas pessoas possam doar, incluindo aquelas que realizaram tatuagens, colocaram piercings ou passaram por procedimentos médicos específicos. A Portaria GM/MS nº 11.685/2026 atualiza normas que estavam em vigor desde 2017, buscando adequar os critérios de seleção dos doadores às evidências atuais, sem comprometer a segurança. Entre as principais mudanças, o tempo de espera para quem fez tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva, quando não for possível comprovar condições seguras, cairá de 12 para quatro meses. Em casos onde a segurança possa ser avaliada e não haja risco, o prazo será de sete dias. Para piercings na boca ou órgãos genitais, o período de espera será de quatro meses após a retirada. Procedimentos como endoscopia e colonoscopia terão o período de inaptidão reduzido de seis para quatro meses. Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica poderão doar após seis meses, desde que em boas condições clínicas. Indivíduos curados ou em remissão de câncer poderão doar cinco anos após o fim do tratamento, com exceção de cânceres do sangue e melanoma, que continuam impedindo a doação. Outras atualizações incluem um período de espera de 30 dias após a recuperação completa da Chikungunya e 10 dias após a recuperação da Covid-19, sem sintomas prolongados. O uso de PrEP contra o HIV também terá prazos específicos, variando de quatro meses para a versão oral a dois anos para a injetável de longa duração. A portaria também estabelece um período de espera de quatro meses para quem compartilha dispositivos de aplicação de medicamentos injetáveis. Os períodos de espera existem para minimizar o risco de transmissão de infecções. Antes de cada doação, os candidatos passam por uma entrevista de triagem para avaliar procedimentos recentes, doenças e medicamentos. Os hemocentros têm até 29 de setembro para se adaptarem às novas diretrizes.

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