Doença Renal Crônica: Subdiagnóstico Atinge Milhões no Brasil
Estudo aponta falhas na solicitação de exames essenciais para detecção precoce da DRC.
Reprodução/Divulgação
A doença renal crônica (DRC) afeta mais de 20 milhões de brasileiros, representando cerca de 10% da população. Deste total, mais de 170 mil pessoas necessitam de terapia renal substitutiva.
No entanto, um estudo recente sugere que o número real de pacientes em diálise pode ser maior devido a falhas no diagnóstico precoce. A pesquisa analisou a frequência de exames como creatinina no sangue e albuminúria em pessoas com alto risco de desenvolver a doença, como diabéticos e hipertensos.
Os resultados indicam que esses exames fundamentais ainda são pouco solicitados na prática clínica, dificultando a identificação da DRC em seus estágios iniciais. Menos de 5% dos participantes que realizaram o exame de creatinina tiveram a albuminúria solicitada, e mesmo após uma campanha nacional, o índice permaneceu abaixo de 7%.
Isso sugere que a solicitação conjunta dos exames não se tornou rotina, contribuindo para o subdiagnóstico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que a DRC será a quinta principal causa de morte mundial até 2040.
A detecção precoce é crucial para preservar a função renal, reduzir complicações cardiovasculares e melhorar a qualidade e expectativa de vida, podendo até evitar a necessidade de diálise. Os principais fatores de risco para a DRC incluem diabetes, hipertensão, obesidade, histórico familiar da doença, tabagismo e uso de medicamentos nefrotóxicos.
A prevenção está diretamente ligada ao controle desses fatores e a um estilo de vida saudável.