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Política

STF adia decisão sobre jogos de azar

Ministro Flávio Dino pede vista e suspende debate sobre lei de 1941 por até 90 dias.

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Por Redação MQ
STF adia decisão sobre jogos de azar
Reprodução/Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão sobre a constitucionalidade da lei que proíbe a exploração de jogos de azar no Brasil. O julgamento foi interrompido após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo, suspendendo a análise por até 90 dias. O caso discute se a proibição prevista na Lei das Contravenções Penais, de 1941, é compatível com a Constituição de 1988. O repórter Carlos Silva destacou os possíveis danos à saúde mental e financeira dos brasileiros. Em comentário, Luzenor de Oliveira avaliou que a sociedade perdeu a disputa, com poucos ricos ganhando muito e os mais pobres perdendo ainda mais. O pedido de vista ocorreu após divergência entre o relator, ministro Luiz Fux, e Flávio Dino. Fux defendeu a limitação do julgamento à constitucionalidade da proibição. Dino, por sua vez, sustentou que a discussão deveria incluir o cenário atual das apostas eletrônicas. Antes da suspensão, Luiz Fux votou pela manutenção da proibição, citando graves impactos sociais, afetação da dignidade humana e potenciais custos ao Estado, especialmente na área da saúde. O processo chegou ao STF por recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que contesta a absolvição de um comerciante acusado de explorar máquinas caça-níqueis. A definição sobre os limites legais para a exploração de jogos de azar ficará em suspenso.

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