China transforma educação e Brasil deveria aprender
País asiático extinguiu cursos sem utilidade e investiu em alta tecnologia.
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O Brasil poderia se beneficiar ao observar o modelo educacional chinês. A China tem implementado um planejamento estratégico de longo prazo, reavaliando e atualizando seus planos a cada cinco anos.
Entre 2018 e 2024, o país asiático extinguiu mais de 12 mil cursos superiores considerados "imprestáveis" para os desafios modernos, focando em áreas de alta tecnologia e ciência aplicada. Cursos como gestão de empresas, design gráfico, direito e artes foram descontinuados devido à baixa empregabilidade ou desalinhamento estratégico.
Em contrapartida, a China abriu novas vagas em áreas como Inteligência Artificial, Ciência de Dados, Semicondutores e Biomedicina, acelerando sua marcha para se tornar uma potência tecnológica mundial. O texto original aponta que, no Brasil, a educação é frequentemente influenciada pela política partidária e interesses eleitorais, em detrimento de uma diretriz técnica.
Especialistas em educação não são chamados para lidar com a emergência de reavaliar o modelo educacional brasileiro, que é descrito como fracassado por fadiga, incompetência e irresponsabilidade política. Embora existam núcleos de qualidade no ensino fundamental e centros de excelência universitária no Brasil, como o ITA com sua nova unidade em Fortaleza, falta um comando estadista para elaborar um Planejamento Estratégico de Desenvolvimento Nacional.
O modelo educacional atual é considerado ultrapassado, ensinando conteúdos que a indústria, o agronegócio e a ciência não mais necessitam. A comparação com a China, que investe pesadamente em tecnologia e ciência, serve como um alerta para o Brasil.
A falta de um planejamento estratégico e a influência de grupos de interesse na política nacional são apontados como causas do atraso brasileiro, especialmente em comparação com a produtividade e o avanço tecnológico chinês.