Apreensões de canetas emagrecedoras ilegais disparam no Brasil
Dados da Polícia Federal revelam aumento expressivo no contrabando de medicamentos emagrecedores durante o ano de 2026.
Reprodução/Divulgação
O contrabando de canetas emagrecedoras à base de medicamentos da classe GLP-1 entrou no radar das autoridades brasileiras. Dados da Polícia Federal apontam uma explosão nas apreensões em 2026, com 758 registros apenas nos cinco primeiros meses do ano, superando o total de 2025.
O crescimento é expressivo, considerando que em 2024 foram apenas nove casos e, até 2023, não havia registros desse tipo de apreensão. As investigações indicam que a principal rota de entrada dos produtos ilegais passa pelo Paraguai, utilizando as fronteiras do Paraná e do Mato Grosso do Sul.
O Paraná concentra 37% das ocorrências e mais da metade do volume apreendido. Os criminosos utilizam transporte rodoviário, aéreo e remessas postais, além de estratégias como o fracionamento de mercadorias para driblar a fiscalização.
O avanço do mercado ilegal também reflete em dados da Anvisa, que registrou 1.122 notificações de efeitos adversos relacionados a esses medicamentos em 2025. Entre 2024 e meados de 2026, as apreensões somam cerca de 175 mil unidades, com valor estimado em R$ 51 milhões em março deste ano.
Em abril, uma operação nacional da Polícia Federal e da Anvisa combateu a importação irregular e a falsificação desses produtos em 12 estados. Apesar das medidas proibitivas da Anvisa, o alto custo dos medicamentos no mercado brasileiro continua estimulando a procura por alternativas ilegais.