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Alerta sobre vício em apostas durante a Copa

Especialistas alertam para o aumento do risco de ludopatia entre jovens com a 'Copa das bets'.

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Por Redação MQ
Alerta sobre vício em apostas durante a Copa
Reprodução/Divulgação
A Copa do Mundo de 2026 trouxe uma novidade preocupante: a massiva presença de anúncios de apostas online. Especialistas em saúde mental e autoridades ligam o alerta para a normalização do jogo de azar, que mascara gatilhos e riscos da prática, especialmente para os jovens. O setor de apostas se tornou o segundo maior anunciante da competição, com um número quatro vezes maior de casas de apostas em comparação com o último mundial. O aumento da exposição a propagandas de jogos de azar eleva o risco de desenvolvimento de ludopatia, o vício em jogos. A psiquiatra Luísa Weber Bisol destaca que a preocupação é ainda maior com os jovens, mais vulneráveis a comportamentos danosos e principais alvos das propagandas em mídias sociais. A quantidade de brasileiros que apostam triplicou desde o início da competição, com um aumento significativo no valor médio depositado por usuário. A psicóloga Beatriz Austregésilo explica que as apostas online são mais sedutoras que os tradicionais bolões, oferecendo recompensas rápidas e estímulo contínuo através de bônus e notificações. A acessibilidade pelo celular ativa os sistemas de recompensa do cérebro, aumentando a probabilidade de repetição do comportamento. A variedade de modalidades, incluindo microapostas, também contribui para o problema. Para se proteger, recomenda-se reduzir gatilhos, como limitar o acesso ao celular durante as partidas, desinstalar aplicativos de apostas e evitar ambientes que estimulem o jogo. Sinais de perda de controle incluem a falta de controle sobre o comportamento, a priorização do jogo em detrimento de outras atividades e a manutenção da prática apesar das consequências negativas. O transtorno do jogo aciona regiões cerebrais semelhantes às da dependência química e pode ser agravado por condições psiquiátricas preexistentes como depressão, TDAH e dependência química. A publicidade excessiva, com uso de figuras públicas, contribui para a normalização da prática, reduzindo a percepção de risco. O Ministério da Fazenda oferece a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para quem deseja bloquear o acesso a casas de apostas.

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