Leniel Borel classifica perdão judicial como 'terceira morte de Henry'
Pai do menino Henry Borel afirma que decisão abre precedente para casos de violência contra crianças.
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Leniel Borel, pai do menino Henry, classificou a decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe da vítima, como a "terceira morte de Henry". A promotoria do caso já manifestou a intenção de pedir a anulação da decisão.
Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, recebendo perdão judicial. Ela foi condenada por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho, com pena de 1 ano e 4 meses de detenção, considerada já cumprida pela juíza.
O ex-vereador Jairinho, por sua vez, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão. Após a sentença, Leniel Borel declarou que a decisão abre um perigoso precedente para casos de violência contra crianças.
"E agora venho para vocês falar que mataram o meu filho pela terceira vez", afirmou o pai, ressaltando que a misoginia foi citada como fator no caso. Leniel já havia comparado o adiamento do julgamento dos réus em março deste ano à "segunda morte" de seu filho.
O advogado Cristiano Medina, assistente de acusação, classificou a decisão sobre Monique como uma "aberração jurídica" e anunciou que irá recorrer ao Tribunal de Justiça do Rio. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu o perdão judicial a Monique, alegando que a professora foi alvo de uma reação social "desproporcional e desmesurada" e sofreu um julgamento influenciado por preconceitos de gênero.
Como a pena por omissão foi considerada cumprida, ela recebeu alvará de soltura.