Governo critica tarifaço dos EUA e cita reciprocidade
Proposta de taxação de 25% sobre produtos brasileiros é considerada injusta e com motivação eleitoral.
Reprodução/Divulgação
O Governo Federal manifestou nesta terça-feira (2) sua indignação com a recomendação do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor tarifas de 25% sobre importações brasileiras. A decisão, anunciada na noite de segunda-feira (1º), surge após uma investigação que concluiu que práticas comerciais do Brasil "oneram ou restringem" o comércio norte-americano.
Em comunicado, o governo classificou o resultado da investigação preliminar como provocado pela família Bolsonaro, mencionando uma viagem recente do senador Flávio Bolsonaro a Washington. Segundo a nota, essas ações sabotam o diálogo e a articulação entre os governos brasileiro e americano por interesses eleitorais.
O governo reforçou que negociações tarifárias estão em andamento desde maio, buscando encerrar a investigação prevista para 15 de julho. Apesar de mencionar a Lei de Reciprocidade como possível forma de reação, o Brasil espera que as recomendações da USTR não se convertam em tarifas efetivas.
A investigação do USTR abrangeu áreas como comércio digital, serviços de pagamento (incluindo o Pix), concessão de tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual e combate ao desmatamento ilegal. O prazo legal para a adoção de novas tarifas é 15 de julho de 2026.
Alguns produtos como frutas, nozes, petróleo, compostos farmacêuticos, fertilizantes, carne bovina, café, terras raras, metais, minérios, aeronaves e peças de aeronaves brasileiras estão entre as possíveis exceções à taxação.