Febraban defende Pix contra críticas dos EUA
Entidade afirma que governo americano possui informações incompletas sobre o sistema de pagamentos.
Reprodução/Divulgação
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) veio a público defender o Pix após críticas do governo dos Estados Unidos. Em nota oficial, a entidade apontou que as conclusões do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) baseiam-se em dados incompletos sobre o funcionamento da plataforma.
O Pix é citado em um documento americano como um possível limitador para empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais. Contudo, a Febraban refuta essa avaliação, destacando que o sistema é uma infraestrutura aberta, sem fins comerciais, criada para aumentar a competição e a eficiência no mercado financeiro brasileiro.
A federação também rejeitou a alegação de que o Pix seja discriminatório. Segundo a nota, não há barreiras para a entrada de novos participantes, sendo a única exigência a operação no mercado nacional, visto que o sistema lida com transações em reais.
A Febraban ressalta que o Pix tem contribuído significativamente para a inclusão financeira no país, ao reduzir custos e ampliar o acesso a meios de pagamento digitais. A entidade expressa a expectativa de que as informações prestadas ao USTR ajudem a esclarecer os pontos levantados pelo órgão americano.
A manifestação da Febraban ocorre em um contexto de proposta de tarifa adicional sobre exportações brasileiras por parte dos Estados Unidos, como parte de uma investigação sobre práticas comerciais consideradas desleais.