Especialista alerta sobre riscos da suplementação de proteína em crianças
Nutricionista destaca perigos do excesso de proteína e quando o uso é realmente indicado.
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A suplementação de proteínas com o uso de shakes, barras e pós tem se tornado comum entre crianças e adolescentes, muitas vezes com o objetivo de melhorar a alimentação ou o desempenho esportivo. No entanto, especialistas alertam para os riscos à saúde, como sobrecarga renal, desequilíbrios nutricionais e impactos no desenvolvimento infantil.
Segundo a nutricionista Mariany Cardoso, que atua na área materno infantil, a necessidade diária de proteína para crianças e adolescentes saudáveis é facilmente atingida por meio de uma alimentação equilibrada, rica em carnes, ovos, leite e feijões. A suplementação, portanto, não é indicada para o uso rotineiro.
O uso de suplementos proteicos só deve ocorrer sob recomendação e avaliação profissional rigorosa, em casos específicos como desnutrição grave que não responde à alimentação sólida, doenças que afetam a absorção intestinal ou após internações e tratamentos crônicos que resultam em perda de peso e massa muscular. O excesso de proteína pode gerar riscos metabólicos, sobrecarga nos rins e fígado, além de mascarar deficiências nutricionais e influenciar negativamente o comportamento e a imagem corporal dos jovens, especialmente sob influência das redes sociais.
A profissional ressalta que o whey protein, por exemplo, não é o problema isolado, mas sim os aditivos químicos presentes em muitos produtos comerciais. Para garantir o aporte proteico de forma natural, a nutricionista sugere alimentos como ovos, carnes, peixes, laticínios, feijões, grão-de-bico e castanhas.
Ela enfatiza que a alimentação do dia a dia, quando bem planejada, é suficiente para atender às necessidades nutricionais, inclusive de jovens atletas, sem a necessidade de suplementos.