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Câncer de esôfago: entenda os sintomas e fatores de risco

Dor ao engolir e perda de peso podem indicar a doença; conheça os principais alertas e formas de prevenção.

Autor
Por Redação MQ
Câncer de esôfago: entenda os sintomas e fatores de risco
Reprodução/Divulgação
A dificuldade para engolir alimentos ou líquidos, juntamente com perda de peso inexplicável, são sinais de alerta para o câncer de esôfago. O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são fundamentais para aumentar as chances de cura deste tipo de neoplasia maligna. O esôfago, órgão que conecta a garganta ao estômago, desempenha um papel crucial na alimentação. O câncer de esôfago é o sétimo tumor mais comum entre homens brasileiros, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Os fatores de risco principais são divididos em duas categorias. O carcinoma espinocelular está associado ao tabagismo e ao consumo frequente de bebidas alcoólicas, especialmente destiladas. Já o adenocarcinoma está mais ligado à doença crônica do refluxo gastroesofágico, com mais de 10 anos de duração, e à obesidade. O sintoma mais relevante é o entalo, conhecido cientificamente como disfagia, que começa com a dificuldade em engolir alimentos sólidos e progride para pastosos e líquidos. Além disso, pacientes podem apresentar perda de peso acentuada, desnutrição e dor forte no peito, conhecida como odinofagia. O diagnóstico envolve exames como endoscopia digestiva alta com biópsia para confirmação e exames de imagem, como tomografias, para estadiamento da doença. A prevenção inclui a adoção de hábitos de vida saudáveis: evitar o etilismo e o tabagismo, controlar o peso, tratar o refluxo gastroesofágico, manter uma boa alimentação e praticar exercícios físicos. As chances de cura variam conforme o estágio da doença. Tumores pequenos e restritos ao esôfago podem ter altas taxas de cura com tratamento endoscópico ou cirúrgico. Em casos mais avançados, tratamentos multimodais como radioquimioterapia, quimioterapia e imunoterapia são indicados, podendo alcançar cerca de 50% de cura. Pacientes com doença metastática recebem tratamento paliativo.

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