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Pesquisa: Brasileiros contra redução de penas de 8 de janeiro

Levantamento Quaest aponta que 52% da população rejeita a diminuição das punições para os envolvidos nos atos.

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Por Redação MQ
Pesquisa: Brasileiros contra redução de penas de 8 de janeiro
Reprodução/Divulgação
Uma pesquisa recente realizada pela Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, revela que a maioria dos brasileiros é contra a redução das penas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados se declararam contrários à medida, enquanto 39% são a favor e 9% não souberam ou não responderam. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de maio. A rejeição à proposta de redução de penas é mais acentuada entre eleitores de esquerda não alinhados ao lulismo. Por outro lado, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e eleitores independentes demonstraram maior apoio à redução, embora uma maioria ainda se mostre resistente. A nova legislação, conhecida como PL da Dosimetria, foi promulgada em 8 de maio e altera as regras para aplicação de penas em crimes como golpe de Estado. A lei deixa de prever a soma automática das penas, prevalecendo a punição mais grave com um acréscimo legal. Além disso, prevê redução para condenados em crimes cometidos em contexto de multidão, desde que não tenham financiado os atos nem liderado. A pesquisa também indagou sobre a percepção pública a respeito dos objetivos da lei. Uma parcela significativa de 54% acredita que a medida visa, principalmente, beneficiar o ex-presidente Bolsonaro. Outros 34% entendem que a lei beneficia todos os condenados, e 12% não souberam ou não responderam. É importante notar que, embora a lei já esteja em vigor, a revisão das penas não será automática. Cada caso será analisado individualmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido das defesas ou do Ministério Público. Estima-se que cerca de 190 pessoas condenadas pelos atos golpistas possam ser beneficiadas pelas novas regras.

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