Fim da escala 6x1 é prioridade na Câmara
Governo busca avanço rápido da proposta que muda jornada de trabalho e gera debate.
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A proposta que visa o fim da escala de trabalho 6x1 ganhou caráter prioritário na Câmara Federal. A medida tem mobilizado articulações políticas entre o governo, empresários e parlamentares em Brasília, com o Palácio do Planalto demonstrando pressa na tramitação.
A expectativa é que a aprovação da proposta gere efeitos positivos junto ao eleitorado, especialmente entre trabalhadores urbanos e categorias que defendem a redução da jornada semanal. O Ministro do Trabalho já indicou ao Congresso que o Governo Federal não planeja oferecer compensações financeiras às empresas que precisarem contratar mais funcionários devido à redução da jornada.
Essa posição gerou reações do setor empresarial e de parlamentares ligados à área produtiva, que defendem algum tipo de incentivo para mitigar os impactos sobre os custos das empresas. Diante da resistência empresarial, deputados federais articulam a apresentação de emendas ao texto.
As propostas incluem incentivos como desoneração parcial da folha de pagamento, benefícios tributários e mecanismos para estimular a contratação formal. Parlamentares alertam que a redução da jornada sem medidas compensatórias pode elevar os custos operacionais, principalmente em setores que dependem de mão de obra intensiva.
A proposta ganhou peso político por ser considerada uma pauta de grande apelo popular às vésperas do calendário eleitoral de 2026. Aliados do presidente Lula acreditam que o avanço do projeto pode fortalecer o discurso do governo em defesa dos trabalhadores e melhorar a imagem do Planalto.
Com a pressão governamental e as resistências empresariais, o debate sobre o fim da escala 6x1 deve se intensificar nas próximas semanas na Câmara. Espera-se que o texto passe por ajustes antes da votação, principalmente em relação aos impactos econômicos e às formas de compensação para as empresas.