A indignação do Unicef ecoa após o chocante feminicídio da adolescente Ana Kévile, de 17 anos, em Deputado Irapuan Pinheiro, no interior do Ceará. A morte brutal, que ocorreu após a jovem recusar o assédio de um homem, foi classificada pelo órgão como a expressão mais cruel da misoginia estrutural que assola a sociedade brasileira.

A declaração do Unicef ressalta que o crime não é um evento isolado, mas um sintoma alarmante da violência de gênero e da cultura de impunidade. A organização enfatiza que a responsabilidade por essa violência não recai sobre as vítimas, mas sobre toda a sociedade, que precisa de respostas urgentes e coordenadas.

Ana Kévile, que participava ativamente de iniciativas de formação cidadã, conhecia seus direitos. No entanto, sua morte evidencia que a prevenção da violência de gênero é um dever coletivo, exigindo uma sociedade que ensine o respeito ao 'não'. O Unicef aponta a necessidade de uma política nacional robusta para a prevenção da violência contra adolescentes, com orçamento e atuação intersetorial.


Fonte: Diário do Nordeste